sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Crítica: Resident Evil 4: Recomeço

Milla Jovovich (Alice) e Ali Larter (Claire), em cena de "Resident Evil: Recomeço",
de Paul W. S. Anderson

Quarto episódio da série inspirada em jogos de videogame, "Resident Evil: Recomeço" traz de volta Paul W. S. Anderson como produtor (e, desta vez, também diretor) da série de filmes de ação com resultados mais empolgantes.
A produção, que tem estreia no Brasil prevista para 17 de setembro, tem lá seus tropeços, mas proporciona uma hora e meia de boa ação, com tiroteios e personagens interessantes. Entre os trunfos, os efeitos em 3D são ótimos e até os fãs dos games encontrarão um punhado de referências bacanas, usadas de forma criativa.
O filme retoma a trama de onde "Extinção" parou: Alice (Milla Jovovich) descobre um exército de clones de si mesma e vai para o Japão buscar vingança contra Albert Wesker (Shawn Roberts), presidente da Umbrella, empresa que realiza experimentos com armas biológicas e desencadeou um apocalipse zumbi no planeta. Antiga cobaia da empresa, Alice perdeu a família e ganhou poderes sobrenaturais, como super força e velocidade. Uma explosiva sequência inicial cheia de tiros, explosões e sangue dá continuidade a esses elementos. Mas ela volta a ficar sozinha e sem poderes, em busca de sobreviventes e dos antigos colegas de luta, que foram buscar refúgio em Arcadia, uma cidade no Alasca livre de zumbis.


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No desenrolar da história, a heroína chega a Los Angeles, onde une forças com um grupo de sobreviventes ilhados em um presídio rodeado de zumbis. "Recomeço" ganha então ganha ares de filmes tradicionais de zumbis, em que figuras de personalidades díspares tentam sobreviver às investidas dos monstros. No grupo, se destacam Claire (Ali Larter) e Chris Redfield (Wentworth Miller), personagens dos games que dividem com Alice as principais cenas da aventura.
Os efeitos 3D, produzidos com o Fusion Camera System, o mesmo desenvolvido por James Cameron para "Avatar", ajudam a dar mais intensidade a esses momentos, dando volume para estilhaços, gotas de água, monstros e armas fumegantes. Entre várias produções no formato 3D que inundam os cinemas, "Resident Evil: Recomeço" oferece uma das experiências mais envolventes e cristalinas. Uma cena em especial, na qual Claire e Alice enfrentam um brutamontes munido de um enorme machado (aliás, adversário tirado diretamente do game "Resident Evil 4"), é banhada por jatos de água que criam uma cortina de gotas pela tela, todas nítidas e em diversas profundidades, criando uma divertida ilusão.
O filme exagera, porém, nas sequências em câmera lenta. Muitas cenas de explosão e outros momentos dramáticos - ou nem tanto - são pontuados pelo efeito e uma rotação de câmera ao estilo "Matrix". Além disso, as atuações são caricatas, mas, considerando o gênero, não dá para apontar isso como falha e mais como parte da experiência.
Entre os clichês desse tipo de filme, como a invasão dos zumbis e um eventual combate decisivo contra o vilão, "Recomeço" prende a atenção com uma história simples e direta que integra bem elementos do videogame, principalmente os personagens e suas personalidades. Quem não acompanha os jogos perde referências, mas não fica sem entender o enredo.




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2 comentários

Crítico Universal disse...

O inimigo do machado é do RE5 ^^

Elias disse...

Gostei da crítica,vou espera chegar o dia 17.

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